PORTO UNIÃO/SC — Vilson Delvoos, de 51 anos, morreu na quinta-feira, 5, após passar 11 dias internado por ter sido baleado enquanto comemorava a reeleição do presidente Lula (PT), na noite de domingo, 25, em Porto União. O autor dos disparos foi preso em flagrante.
Vilson foi atingido no tórax e na perna. Outro homem também ficou ferido no braço esquerdo, recebeu atendimento médico e sobreviveu. O nome das duas vítimas não foi divulgado pelas autoridades.
Testemunhas relataram à Polícia Militar que Vilson celebrava o resultado das urnas na rua quando um homem armado se aproximou e atirou várias vezes. O ataque ocorreu por volta das 21h, após a apuração que terminou com a derrota de Flávio Bolsonaro (PL). O caso foi registrado inicialmente como dupla tentativa de homicídio.
O suspeito fugiu em 1 veículo, mas foi localizado e preso em flagrante em Canoinhas. A arma supostamente utilizada no crime foi encontrada dentro do automóvel. A Polícia Civil encaminhou os autos ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
A Promotoria de Justiça responsável solicitou diligências complementares à Polícia Civil. O nome do agressor não foi revelado.
Manifestações
Parlamentares e organizações sindicais manifestaram pesar pela morte de Vilson. O deputado federal Pedro Uczai (PT) declarou solidariedade aos familiares e amigos da vítima.
O Sindicato dos Mineiros de Santa Catarina divulgou nota de repúdio à violência política e afirmou que atacar 1 pessoa por causa de voto constitui crime.












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