Agentes de saúde de Guarapuava participam de formação sobre violência contra a mulher

Por

em

GUARAPUAVA/PR — Agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias de Guarapuava participaram, nesta quinta-feira, 22, da capacitação Vínculo que Protege, voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher, no Centro Universitário Campo Real.

A atividade orientou os profissionais sobre identificação de sinais de violência, acolhimento das vítimas e encaminhamentos adequados à rede de proteção. A iniciativa tem como público os profissionais que atuam diariamente em contato com famílias e com a comunidade e integra as ações de educação permanente da Secretaria Municipal de Saúde.

A secretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Laura Vasconcelos, afirma que a capacitação contribui para que os profissionais reconheçam situações de risco e saibam como proceder. “Esses profissionais estão diretamente ligados às famílias, à comunidade. Então, no mínimo sinal de violência doméstica que uma mulher possa estar sofrendo, essas pessoas conseguem identificar e encaminhar com segurança para a rede de proteção, não colocando em risco a mulher e até mesmo o profissional”, explica. “Além dessa identificação, também eles precisam saber como agir naquele momento, para que essa mulher seja encaminhada com segurança à rede de proteção e aos serviços especializados”, completa.

A formação integra o projeto de extensão “Violência contra a mulher: um problema de saúde pública”, coordenado por Katia Fengler Rodrigues e desenvolvido por acadêmicos do quarto período do curso de Medicina do Centro Universitário Campo Real, em parceria com a Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres e a Secretaria Municipal de Saúde. Para Katia Fengler Rodrigues, a iniciativa amplia a compreensão dos futuros médicos sobre o papel da profissão no cuidado com as pessoas. “É um grande incentivo que nós damos aos nossos alunos do curso de Medicina, para que eles entendam que a Medicina vai além de fornecer uma medicação, vai entender o que leva 1 família ao adoecimento, já que a violência contra a mulher é um desses fatores de grande mobilização de doença na família”, destaca.

Para a coordenadora de Educação Permanente da Secretaria Municipal de Saúde, vinculada à DGTES, Denise Lopes Dambroski, a cooperação entre o poder público e as instituições de ensino qualifica o atendimento prestado à comunidade. “Enquanto Secretaria de Saúde, a gente entende a pertinência desse tipo de projeto, dessa cooperação entre secretarias, entre as universidades, para realmente melhorar o atendimento direto à nossa população”, conclui.

Deixe um comentário

NOSSA REGIÃO

Design por Allluz

Descubra mais sobre 1V

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo