CURITIBA/PR — PARANÁ — O senador Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná no primeiro turno, domingo, 4, com 50,11% dos votos válidos e 99,89% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato do PSD Sandro Alex ficou em segundo lugar, com 25,35%, e o PDT, com Requião Filho, em terceiro, com 23,48%.
A vitória levou Moro pela primeira vez ao comando de um Executivo e encerrou a disputa pela sucessão de Ratinho Junior (PSD), que não pôde concorrer novamente após ser eleito em 2022, ainda no primeiro turno, com 69,64% dos votos válidos. Ratinho chegou ao fim do segundo mandato com aprovação de 79% e desaprovação de 12%, na pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira, 24.
Para manter o PSD no comando do estado, a legenda lançou Sandro Alex, que teve o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) como candidato a vice. A chapa reuniu PP, PSDB, União Brasil e MDB, entre outros partidos, e recebeu o apoio de Ronaldo Caiado (União Brasil) na disputa estadual.
Chapa de Moro e alianças
Moro concorreu com Edson Vasconcelos (PL) como vice e teve Novo, Podemos e Democracia Cristã em sua aliança. O senador também contou com o apoio de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo governo.
A aproximação com o PL ocorreu meses antes da eleição. Moro deixou o União Brasil e se filiou ao partido em março, depois que o PP retirou o apoio à sua candidatura estadual.
Requião Filho disputou o governo com Michele Caputo (Solidariedade) como vice e concentrou os partidos de esquerda na chapa, com PDT, PT, PCdoB, PV, PSOL e Solidariedade. A candidatura teve o apoio de Lula.
Pesquisas indicavam vitória no primeiro turno
Moro chegou ao dia da votação na liderança das pesquisas e próximo do percentual necessário para encerrar a eleição na primeira rodada. O Paraná Pesquisas, divulgado na segunda-feira, 28, mostrava o senador com 46,2% das intenções de voto, contra 23,6% de Requião Filho e 21,5% de Sandro Alex.
Considerados apenas os votos válidos, Moro chegava a 50,1%. A margem de erro do levantamento era de 2,8 pontos percentuais, o que mantinha aberta a possibilidade tanto de vitória no primeiro turno quanto de uma segunda rodada.
A Quaest divulgada na quinta-feira, 24 mostrava vantagem menor: Moro com 36%, enquanto Requião Filho e Sandro Alex apareciam empatados, com 20% cada. Nas simulações de segundo turno, o registro do institute dava Moro com 48% contra 32% de Requião Filho e com 43% contra 29% do candidato do PSD.
Disputa pelo legado de Ratinho
No mesmo período em que se filiou ao PL, Ratinho Junior decidiu permanecer no governo até o fim do mandato e concentrou a atuação eleitoral na tentativa de eleger um sucessor. A definição da chapa governista passou pela desistência de Rafael Greca de concorrer ao governo; o ex-prefeito de Curitiba tornou-se vice de Sandro Alex e reuniu PSD e MDB na mesma candidatura.
Na reta final, a relação de Moro com o bolsonarismo entrou nos debates. No encontro promovido pela Rede Privatista de Comunicação (RPC) na terça-feira, 29, Sandro Alex questionou a aproximação do senador com Bolsonaro. MoroWARkou, entre outros pontos, seu voto contrário à indicação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Requião Filho explorou a mudança de posição política do adversário e’apporterou a aproximação de Moro com o PL e com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto.
Quem é Sergio Moro
Ingressou na magistratura federal em 1996 e ganhou projeção nacional como juiz responsável por processos da Operação Lava Jato em Curitiba. Deixou a magistratura em 2018 para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro.
Permaneceu no cargo até abril de 2020, quando deixou o governo após romper politicamente com o então presidente. Em 2022, foi eleito senador pelo Paraná com mais de 1,9 milhão de votos.











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