BRASIL — O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), manteve na sexta-feira, 17, a proibição de visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro, por 90 dias. A decisão também vetou contatos políticos até as eleições de outubro e a divulgação de novos manifestos.
A medida foi tomada pouco depois da manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República). A PGR afirmou que a leitura da carta do ex-presidente pelo filho e pré-candidato à Presidência violou regras da prisão domiciliar.
Moraes declarou que “Os benefícios de sua prisão domiciliar humanitária não podem acarretar odiosos privilégios contrários à legislação e autorizar flagrante desobediência às decisões judiciais, inclusive por seus advogados”.
Flávio Bolsonaro está inscrito no processo como advogado do pai e, por isso, tinha acesso livre a ele.
Ao relator, a defesa afirmou que o ex-presidente não buscou terceiros para contornar as restrições. A defesa também disse que ele permanece fiel às cautelares desde o início do regime domiciliar.
A defesa acrescentou que “A circunstancia de a carta ter sido posteriormente divulgada em redes sociais decorreu de decisao adotada sem que houvesse previa ciencia do peticionario”. O texto do ex-presidente tem como título “Carta aos brasileiros” e começa com “saudoso do contato com o povo ao qual devo lealdade. Escrevo num momento de decisão para todos nós”.
Antes de ler a carta do pai, Flávio afirmou que se tratava de um “recado muito importante que ele quer dar a toda a nação”.
Na segunda-feira, 13, Moraes já havia proibido Flávio de visitar o pai por 90 dias. A proibição ocorreu após o ministro entender que o senador descumpriu a medida cautelar que veta o ex-presidente de usar redes sociais, diretamente ou por terceiros, ao divulgar uma carta de Bolsonaro no fim de semana.
📸 Foto: Divulgação
Fonte: Bem Paraná











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