PALMAS/PR — A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpre, nesta quarta-feira (24), 16 mandados contra investigados por compartilhar e armazenar material de abuso sexual de crianças e adolescentes. É a terceira fase da operação.
Segundo a PCPR, a investigação começou na Delegacia de Palmas e é conduzida pelo Núcleo de Investigações Qualificadas da Divisão Policial do Interior.
O atual estágio teve origem na análise de dados extraídos de um smartphone apreendido com um homem preso na primeira fase, em fevereiro de 2025. Os trabalhos periciais foram realizados pela Polícia Científica do Paraná.
As evidências revelaram troca de material por meio do Telegram. A plataforma forneceu os dados para identificação de oito indivíduos com domicílios no Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Ceará, Pernambuco e Distrito Federal.
A investigação contou com apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB), vinculado à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI), à Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) e ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A PCPR também teve colaboração internacional da Homeland Security Investigations (HSI), dos Estados Unidos.
Ao todo, são cumpridos oito mandados de busca e oito de prisão preventiva com apoio das polícias civis locais. No Paraná, o cumprimento ocorre em Foz do Iguaçu.
As ordens judiciais visam prender os investigados e apreender dispositivos eletrônicos.
Na primeira fase, 10 pessoas foram presas e 54 mandados de busca foram cumpridos em 49 municípios de 19 estados e no Distrito Federal.
Na segunda fase, em outubro de 2025, 14 pessoas foram presas em flagrante e 44 ordens de busca foram cumpridas em 18 estados mais o Distrito Federal.










