VALE DO IGUAÇU — Protetores de animais e moradores de Porto União e União da Vitória alertam para uma onda de maus-tratos contra felinos adotados por meio de perfis falsos em redes sociais. Denúncias que circulam na região indicam que suspeitos se aproveitam de grupos de doação para conseguir filhotes que acabam vítimas de tortura.
Segundo o relato de voluntários, o comportamento dos agressores segue um padrão identificado em diversos grupos. Eles utilizam contas com poucas informações pessoais e solicitam animais com alta frequência. Após a entrega, os adotantes cortam o contato e se recusam a dar notícias ou enviar fotos de acompanhamento.
Para garantir a segurança dos animais, especialistas recomendam que o doador realize uma entrevista rigorosa sobre a rotina da casa e exija documentos e comprovante de residência. Outra orientação fundamental é entregar o animal diretamente na residência do interessado para verificar as condições do ambiente e a veracidade das informações passadas.
A prática de abuso, maus-tratos ou mutilação de animais é crime previsto na Lei nº 9.605/1998. A legislação estabelece pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda, especialmente quando se trata de cães e gatos. Casos suspeitos devem ser denunciados à Polícia Civil por meio de Boletim de Ocorrência.
Serviço:
Como garantir uma adoção segura:
👤 Analise o perfil do adotante e desconfie de contas recém-criadas ou sem fotos;
📝 Faça uma entrevista detalhada sobre a rotina e presença de telas de proteção;
📄 Exija documentos de identidade e comprovante de residência;
🏠 Entregue o animal pessoalmente no endereço do adotante;
📸 Estabeleça um período de acompanhamento obrigatório com fotos e vídeos.










