Em coletiva de imprensa, Dr. Juliano detalhou plano de realocação para 12 famílias da Rua Teodoro Kroetz após laudos apontarem risco de deslizamento; moradores antigos apontam danos na tubulação de esgoto e perda de árvores frutíferas decorrentes da obra turística. Além disso, moradores seguem resistentes em permanecer no Morro da Cruz.
PORTO UNIÃO – O prefeito Dr. Juliano concedeu uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, 19 de maio, acompanhado do chefe da Defesa Civil Municipal, Ademar, e dos secretários municipais de Obras (Rafael), Planejamento e Cultura (Marcelo). O encontro com os jornalistas serviu para detalhar a situação das famílias que residem em áreas suscetíveis a deslizamentos no Morro da Cruz e apresentar o andamento dos planos de prevenção a enchentes no município.
Durante a coletiva, o prefeito esclareceu a situação da Rua Teodoro Kroetz, subida do Morro da Cruz, onde estudos geológicos apontaram riscos para 12 residências (cerca de 60 pessoas). Dr. Juliano enfatizou que a administração municipal não está forçando a retirada de nenhum morador, desmentindo boatos que circularam nas redes sociais. A prefeitura realizou uma reunião gravada com os moradores e seus representantes jurídicos, na qual foi proposta a realocação voluntária das famílias.
A proposta de realocação, no entanto, é vista com ressalvas por parte da comunidade. Uma moradora antiga da encosta relatou que o início das obras do bondinho turístico causou a remoção de árvores frutíferas cultivadas há anos, além de danificar a tubulação de esgoto de sua residência. Moradores também manifestaram receio de que a própria infraestrutura física do complexo do bondinho represente riscos de instabilidade ao morro, comparáveis aos das casas da encosta.
Questionado sobre os relatos dos impactos das obras, o prefeito declarou que a prefeitura está de portas abertas para verificar e mitigar eventuais danos estruturais, mas ressaltou que a situação de instabilidade do solo no local é crônica e atestada por laudos técnicos. A proposta do município envolve a concessão de aluguel social temporário e a construção de novas moradias na própria região do morro — caso haja viabilidade técnica e licenças ambientais —, com o objetivo de preservar a identidade local dos moradores e a proximidade com escolas, creches e comércios. Como o Morro da Cruz é uma Área de Preservação Permanente (APP), a legislação impede obras de acessibilidade ou religamento de serviços essenciais como água e luz em caso de rompimento de redes por fatores climáticos, o que reforça a necessidade de prevenção. Até o momento, apenas uma família aceitou a mudança temporária.
Complexo Turístico e Licenciamento
Questionado sobre a obra do complexo turístico no topo do morro (que inclui o funicular e a tirolesa), Dr. Juliano explicou que a atual gestão precisou indenizar um proprietário cujo terreno havia sido invadido pelo projeto da administração anterior para dar andamento regular à obra. Ele ressaltou que todas as licenças ambientais e laudos técnicos estão em conformidade e que o atraso de 15 meses ocorreu devido à necessidade de licenciamento específico para a “palotoca” (toca do tatu), com trâmites em Florianópolis e Brasília. As obras do funicular seguem a programação técnica de concretagem das brocas, dependendo agora de condições climáticas favoráveis.
Prevenção de Enchentes e Planejamento
Outro tema central da coletiva foi a preparação do município para o período de chuvas projetado para o segundo semestre de 2026. A Defesa Civil finalizou uma reunião da sala de situação para estruturar o plano de contingência. Dr. Juliano informou que a prefeitura está mapeando as áreas de maior vulnerabilidade, incluindo o bairro Santa Rosa, a Área Industrial, o interior e a localidade de Santa Cruz do Timbó. O mapeamento engloba o levantamento de famílias, idosos, crianças acamadas, pacientes oxigêniodependentes e o planejamento de alojamentos específicos para evitar abusos.
Como medida imediata, a Secretaria de Obras iniciou a limpeza preventiva de bueiros, bocas de lobo e valetas nas regiões mais afetadas historicamente. O prefeito informou que se reunirá nos próximos 20 dias com o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, para tratar da liberação de recursos, e estendeu o convite à administração municipal de União da Vitória (PR) para realizar ações conjuntas de Defesa Civil no Vale do Iguaçu.
Passa pra frente.











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