Prefeitos da região discutem criação de CAPS Regional para atendimento em saúde mental

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Proposta prevê unidade 24 horas voltada a pessoas com dependência de álcool e outras drogas

Prefeitos, vice-prefeitos e lideranças da saúde dos municípios que integram a Associação dos Municípios do Sul Paranaense (Amsulpar) participaram de uma reunião para discutir a implantação de um CAPS Regional voltado ao atendimento de pessoas com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas.

O encontro foi realizado na última sexta-feira (13), no auditório da 6ª Regional de Saúde, em União da Vitória, reunindo representantes das cidades da região e do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Iguaçu (Cisvali).

A proposta apresentada prevê a criação de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Álcool e Drogas com funcionamento 24 horas, além de uma unidade de acolhimento com caráter residencial temporário, onde os pacientes poderão permanecer por até seis meses.

Segundo a psicóloga Denize Teixeira, a iniciativa busca aproximar o atendimento da realidade dos pacientes. “A lógica é oferecer um cuidado mais próximo de onde essa pessoa vive, evitando internações em locais distantes”, explicou.

Ela também destacou que o modelo permite a manutenção dos vínculos familiares e sociais, além de facilitar o acompanhamento contínuo pelas equipes de saúde.

A secretária de Saúde de Paula Freitas, Maria Rosemeide Kimita, ressaltou que a implantação do serviço é uma demanda antiga da região. Atualmente, apenas União da Vitória e São Mateus do Sul contam com unidades do tipo, devido às exigências populacionais para habilitação do serviço.

“Existe um vazio assistencial. Os municípios menores não conseguem acessar esse recurso, e o CAPS regional pode suprir essa necessidade”, afirmou.

De acordo com o gerente da regional, Junior Rocha, o projeto prevê financiamento compartilhado entre os governos federal, estadual e os municípios. A estimativa é de um repasse de cerca de R$ 300 mil das esferas superiores, enquanto os municípios devem contribuir com aproximadamente R$ 120 mil a R$ 130 mil.

Ainda conforme os participantes, a discussão representa um avanço importante para a região, especialmente por dar visibilidade ao tema da saúde mental e da dependência química.

A proposta segue em análise, mas os prefeitos demonstraram apoio à continuidade do projeto. Nos próximos dias, uma comitiva deve visitar uma unidade já em funcionamento em Guarapuava para avaliar o modelo antes da possível implantação na região.

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